terça-feira, 18 de março de 2008

Aquilo na língua...


Nunca usei (nem penso vir a usar) "piercings". Também não uso anéis, fios , pulseiras, brincos ou afins. Nem sequer uso relógio, porque a bracelete do dito me incomoda. Não tenho (nem penso vir a ter) tatuagens de espécie alguma no corpo.
Se alguns "piercings" e tatuagens me parecem engraçados, outros parecem-me ridículos, quando não grotescos, seja pela temática, seja pela profusão.
Mas raios me partam se algum governo tem o direito de me proibir de os fazer, se algum dia isso me desse na real gana!
Que se regulamente a actividade das empresas que se dedicam a esta actividade, para assim garantir a segurança e saúde dos adeptos da arte corporal, acho muito bem
Que, com o argumento de salvaguardar a saúde pública, este governo pretenda cercear, uma vez mais e dando continuidade à senda proibicionista dos últimos tempos, a minha liberdade de dispor do MEU corpo, e perfurá-lo ou rabiscá-lo como bem entender, acho muito mal.
É quase , quase, quase, o regresso à famosa postura de 1953, só que em vez de se proibir "a língua naquilo", se proíbe agora "aquilo na língua"!